Dicas para um escaneamento intraoral mais previsível


O escaneamento intraoral tornou o fluxo digital mais rápido, confortável e previsível. Mas a qualidade do arquivo enviado ao laboratório depende diretamente da forma como o escaneamento é realizado.
Pequenos cuidados durante a captura podem fazer diferença na leitura do preparo, no registro das margens e na interpretação do caso pelo laboratório.
Por isso, antes de iniciar o escaneamento, alguns pontos merecem atenção.
1. Controle a umidade
Saliva, sangue e excesso de umidade podem interferir na captura das superfícies e dificultar a identificação correta das margens.
Sempre que necessário, utilize afastadores, sugadores e recursos de isolamento para manter a região seca durante a aquisição das imagens.
2. Deixe o preparo completamente visível
Um dos pontos mais importantes é garantir que toda a extensão do preparo esteja exposta e possa ser capturada pelo scanner.
Quando a margem fica parcialmente encoberta por tecido gengival, saliva ou sangue, o arquivo pode apresentar informações insuficientes para que o laboratório identifique corretamente o limite do preparo.
Antes de escanear, confira se a margem está realmente acessível e visível.
3. Afaste os tecidos quando necessário
Em preparos subgengivais ou próximos ao tecido gengival, o afastamento adequado pode ser essencial.
O objetivo é permitir que o scanner registre toda a região necessária sem depender de reconstruções ou interpretações posteriores.
Quanto mais clara for a informação capturada, mais segura será a etapa de planejamento digital.
4. Evite áreas incompletas no arquivo
Durante o escaneamento, observe se existem falhas, buracos ou regiões que não foram devidamente registradas.
Após finalizar, faça uma conferência visual do arquivo antes de enviá-lo ao laboratório.
Uma revisão rápida pode identificar áreas que precisam ser escaneadas novamente e evitar que uma informação importante chegue incompleta à etapa de CAD.
5. Tenha atenção à área do preparo
Não é necessário apenas registrar o dente preparado. As regiões próximas também fornecem informações importantes para o planejamento da restauração.
A captura adequada dos dentes adjacentes e das estruturas de referência contribui para uma melhor compreensão do espaço disponível, contatos e anatomia do caso.
6. Faça o registro oclusal corretamente
O escaneamento das arcadas precisa ser acompanhado de um registro oclusal adequado.
A relação entre as arcadas é uma informação fundamental para o planejamento digital. Um registro insuficiente ou realizado em uma posição inadequada pode comprometer a montagem virtual do caso.
Por isso, confira se o registro está estável e se o software reconheceu corretamente a relação entre as arcadas.
7. Em casos sobre implantes, confira os scan bodies
Casos sobre implantes exigem atenção adicional.
Antes do escaneamento, verifique se os scan bodies estão corretamente posicionados e completamente assentados. A captura precisa registrar adequadamente a geometria necessária para que o laboratório identifique a posição dos implantes no ambiente digital.
Uma pequena falha nessa etapa pode gerar informações incorretas no planejamento.
8. Revise o arquivo antes de enviar
Finalizado o escaneamento, não encerre o processo imediatamente.
Faça uma última conferência observando principalmente:
Margens dos preparos
Regiões proximais
Áreas de difícil acesso
Dentes adjacentes
Registro oclusal
Scan bodies, quando presentes
Possíveis falhas ou distorções no arquivo
Essa revisão leva pouco tempo e pode evitar a necessidade de repetir etapas posteriormente.
O escaneamento faz parte do trabalho em conjunto
Um arquivo digital bem capturado facilita a interpretação do caso e fornece ao laboratório informações mais completas para o planejamento e a execução da prótese.
No fluxo digital, o scanner é uma ferramenta importante, mas o resultado depende também da técnica de captura, do controle do campo e da qualidade das informações enviadas.
Por isso, um bom escaneamento não termina quando o scanner encerra a captura. Ele termina quando o dentista confere se o arquivo realmente representa o caso que será executado.
Na WS Lab, o fluxo digital é integrado ao trabalho laboratorial, com atenção às informações necessárias para que cada caso seja planejado e executado de acordo com suas características.




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