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Dicas para um escaneamento intraoral mais previsível

Foto do escritor: WS Lab
WS Lab
16 de set.
3 min de leitura

O escaneamento intraoral tornou o fluxo digital mais rápido, confortável e previsível. Mas a qualidade do arquivo enviado ao laboratório depende diretamente da forma como o escaneamento é realizado.

Pequenos cuidados durante a captura podem fazer diferença na leitura do preparo, no registro das margens e na interpretação do caso pelo laboratório.

Por isso, antes de iniciar o escaneamento, alguns pontos merecem atenção.


1. Controle a umidade


Saliva, sangue e excesso de umidade podem interferir na captura das superfícies e dificultar a identificação correta das margens.

Sempre que necessário, utilize afastadores, sugadores e recursos de isolamento para manter a região seca durante a aquisição das imagens.


2. Deixe o preparo completamente visível


Um dos pontos mais importantes é garantir que toda a extensão do preparo esteja exposta e possa ser capturada pelo scanner.

Quando a margem fica parcialmente encoberta por tecido gengival, saliva ou sangue, o arquivo pode apresentar informações insuficientes para que o laboratório identifique corretamente o limite do preparo.

Antes de escanear, confira se a margem está realmente acessível e visível.


3. Afaste os tecidos quando necessário


Em preparos subgengivais ou próximos ao tecido gengival, o afastamento adequado pode ser essencial.

O objetivo é permitir que o scanner registre toda a região necessária sem depender de reconstruções ou interpretações posteriores.

Quanto mais clara for a informação capturada, mais segura será a etapa de planejamento digital.


4. Evite áreas incompletas no arquivo


Durante o escaneamento, observe se existem falhas, buracos ou regiões que não foram devidamente registradas.

Após finalizar, faça uma conferência visual do arquivo antes de enviá-lo ao laboratório.

Uma revisão rápida pode identificar áreas que precisam ser escaneadas novamente e evitar que uma informação importante chegue incompleta à etapa de CAD.


5. Tenha atenção à área do preparo


Não é necessário apenas registrar o dente preparado. As regiões próximas também fornecem informações importantes para o planejamento da restauração.

A captura adequada dos dentes adjacentes e das estruturas de referência contribui para uma melhor compreensão do espaço disponível, contatos e anatomia do caso.


6. Faça o registro oclusal corretamente


O escaneamento das arcadas precisa ser acompanhado de um registro oclusal adequado.

A relação entre as arcadas é uma informação fundamental para o planejamento digital. Um registro insuficiente ou realizado em uma posição inadequada pode comprometer a montagem virtual do caso.

Por isso, confira se o registro está estável e se o software reconheceu corretamente a relação entre as arcadas.


7. Em casos sobre implantes, confira os scan bodies


Casos sobre implantes exigem atenção adicional.

Antes do escaneamento, verifique se os scan bodies estão corretamente posicionados e completamente assentados. A captura precisa registrar adequadamente a geometria necessária para que o laboratório identifique a posição dos implantes no ambiente digital.

Uma pequena falha nessa etapa pode gerar informações incorretas no planejamento.


8. Revise o arquivo antes de enviar


Finalizado o escaneamento, não encerre o processo imediatamente.

Faça uma última conferência observando principalmente:


  • Margens dos preparos

  • Regiões proximais

  • Áreas de difícil acesso

  • Dentes adjacentes

  • Registro oclusal

  • Scan bodies, quando presentes

  • Possíveis falhas ou distorções no arquivo


Essa revisão leva pouco tempo e pode evitar a necessidade de repetir etapas posteriormente.


O escaneamento faz parte do trabalho em conjunto


Um arquivo digital bem capturado facilita a interpretação do caso e fornece ao laboratório informações mais completas para o planejamento e a execução da prótese.

No fluxo digital, o scanner é uma ferramenta importante, mas o resultado depende também da técnica de captura, do controle do campo e da qualidade das informações enviadas.

Por isso, um bom escaneamento não termina quando o scanner encerra a captura. Ele termina quando o dentista confere se o arquivo realmente representa o caso que será executado.

Na WS Lab, o fluxo digital é integrado ao trabalho laboratorial, com atenção às informações necessárias para que cada caso seja planejado e executado de acordo com suas características.

 
 
 

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